Adilson Batista elogia Fabinho, mas não garante escalação dele na quarta-feira
Considerado um dos destaques da vitória do Cruzeiro por 2 a 1 sobre o América de Teófilo Otoni, sábado, no Mineirão, pela décima rodada do Campeonato Mineiro, o volante Fabinho não tem escalação garantida para o jogo de quarta-feira contra o Deportivo Itália, no Mineirão, pela quarta rodada do Grupo 7 da Taça Libertadores. O técnico Adilson Batista elogiou a atuação do volante, mas disse que cada jogo é uma história.
- É jogo a jogo. Tem jogo que eu vou fazer uma formação diferente, tem jogo que eu acho que posso trabalhar com um jogador de saída mais rápida, tem jogo que eu posso aumentar a estatura, aí ele pode jogar. Uma série de coisas que eu preciso analisar, e com calma. Jogou bem, é um jogador de grupo, tranqüilo – declarou o técnico cruzeirense, durante a entrevista coletiva após o jogo de sábado no Mineirão.
Ao comentar a declaração do comandante, Fabinho confirmou as palavras do treinador e adotou um discurso de jogador de grupo.
- Fico feliz pelo reconhecimento dele. Isso é o mais importante, independentemente de jogar ou não. O reconhecimento do treinador e do grupo te dá mais força para você trabalhar, te traz uma confiança maior. E, se precisar de mim na quarta-feira, pode contar comigo, estou aí para ajudar.
Pouco aproveitado em outras oportunidades, o volante havia deixado claro que estava incomodado com a condição de reserva, mas o fato de ter jogado as últimas partidas da equipe pelo Estadual parece tê-lo acalmado, embora não tenha participado dos últimos quatro jogos do time pela Libertadores.
- A oportunidade tem sido dada, eu tenho procurado aproveitar da melhor maneira possível. O grupo do Cruzeiro é um grupo bom. Além de jogar, todo mundo quer fazer parte de um grupo bom. Eu estou feliz por fazer parte desse grupo. Não tenho dúvida de que quem entrar na quarta-feira, até pela nossa necessidade de vitória, vai dar o melhor. O mais importante é que o Cruzeiro possa sair vitorioso.
Por outro lado, Fabinho não descarta a possibilidade de deixar o clube no meio deste ano, quando a próxima janela de transferência para o futebol europeu se abrir. Ele garante que as especulações fazem sentido.
- Não é boato. A gente sabe como funciona o futebol brasileiro hoje, como é feito quando abre o mercado europeu. E todo mundo vai falar. Você vai falar que vai deixar, vai falar que não vai. Eu tenho contrato até o ano que vem com o Cruzeiro, estou feliz na casa, muito tranqüilo. De repente, estou buscando que isso aconteça, é sempre bom uma transação. Eu acho que tem de ser uma coisa muito boa, extraordinária. Se for bom para o Cruzeiro e o Zezé (Perrella, presidente) achar que eu tenho de ir porque o futebol é assim, eu estou tranqüilo. Caso contrário, meu pensamento é trabalhar e cumprir o meu contrato – disse Fabinho, sem dar detalhes sobre as tais epeculações e sobre o que está buscando.





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